Megaeventos esportivos: qual o legado cultural que fica para o país?

A última palestra do Conexões Ibram RS, ontem (22) em Porto Alegre, foi sobre Legado Cultural: megaeventos esportivos – tema abordado pelo projeto em todas as cidades-sede da Copa do Mundo 2014.

“Temos que investir nos elementos simbólicos e não só em infraestrutura para construir a imagem de um Brasil diverso: isso deve estar presente nas 12 cidades onde os jogos vão acontecer”, pontuou Patrícia Albernaz, coordenadora do Ibram.

Albernaz abordou dados relativos a investimentos e retornos com megaeventos esportivos, assim como a proposta de moblização que o Ibram tem apresentado para o setor de museus. “Esperamos como legado cultural museus qualificados, ampliação de roteiros turísticos e a consolidação de uma ‘cultura de planejamento’ no setor museal”.

Joel Santana, coordenador do Sistema de Museus do RS, fez o contraponto local, citando os primeiros passos do estado para ampliar a participação da cultura durante a Copa 2014. “as cidades-sede já estão construindo suas identidades para o evento: temos que encontrar nossa estratégia de organização”, apostou.

Hoje (23), os participantes do projeto Conexões Ibram RS participaram de quatro Grupos de Trabalho (GTs) – Fomento e Financiamento, Estatuto e Plano Nacional Setorial de Museus, Pontos de Memória – e, em plenária final (acima), apresentaram os tópicos que devem nortear os próximos passos do setor no estado.

Texto e foto: Ascom/Ibram

Cultura do RS vai lançar edital de fomento a museus em setembro

O percentual de investimento em museus cresceu no Brasil na última década, conforme dados recentes do Ibram, e ontem (22), no segundo e último dia das palestras do Conexões Ibram em Porto Alegre (RS), o tema do Fomento e Financiamento a museus trouxe novidades aos museus gaúchos.

Denise Pereira (foto), diretora de Economia da Cultura da secretaria de Estado da Cultura do RS, apresentou as linhas gerais do primeiro edital da secretaria para a área de museus. São R$ 350 mil via Fundo de Apoio a Cultura (FAC), sendo quatro prêmios de R$ 50 mil, três de R$ 30 mil e outros três de R$ 20 mil. Saiba mais sobre o edital.

Recentemente implantado, o novo fundo para a cultura deve ampliar o acesso aos recursos públicos: “é preciso haver diversificação das fontes de financiamento. O incentivo fiscal é viável mas também pode ser cruel com pequenos projetos culturais. Temos que encontrar outros caminhos”, esclareceu a diretora.

Em sua palestra, Tânia Caldeira, coordenadora de Fomento e Financiamento do Ibram, fez um panorama sobre os mecanismos atuais utilizados pelo governo federal para atender a cultura – como o Fundo Nacional de Cultura (FNC) e Lei Rouanet – e apresentou os editais que compõem o Programa de Fomento aos Museus Ibram. A mediação da mesa foi feita por Simone Flores, assessora técnica do Sistema de Museus do RS.

Texto e foto: Ascom/Ibram

Patrimônio musealizado e museologia social: duas faces da memória no RS

“Os museus guardam símbolos de nossa memória, por isso é grande o compromisso com a preservação dos acervos musealizados”, afirmou Luciana Palmeira, museóloga do Ibram, durante palestra hoje (22) sobre riscos ao patrimônio de museus, em Porto Alegre (RS), durante segundo dia do do Conexões Ibram.

Foi apresentando um panorama dos 10 principais riscos ao patrimônio musealizado brasileiro, a partir de levantamento do Departamento de Processos Museais (DPMUS/Ibram), e as formas da instituição se precaver ou minimizar possíveis danos.

Já Andrea Bachettini, do departamento de Museologia, Restauro e Conservação da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), apresentou a proposta do Comitê Regional do Escudo Azul RS – programa internacional em torno da salvaguarda e proteção de bens culturais, presente no Brasil e em diversos países.

Memórias das identidades
A segunda mesa tratou do programa Pontos de Memória, que reconhece e premia iniciativas em torno de propostas que dialogam com a museologia social. Atualmente, o Ibram tem mapeados mais de 150 pontos de memória no Brasil, tanto incentivados pelo programa do Ibram quanto outras iniciativas.

Segundo Marcelle Pereira (foto), coordenadora de Museologia Social e Educação do Ibram, os pontos de memória são “museus comunitários, ecomuseus, iniciativas de memória ligadas a matrizes culturais, que possuem vínculo comunitário, e não se sintam contemplados com a ‘narrativa histórica’ de museus ditos tradicionais”, conceitua.

A historiadora Claudia Feijó contextualizou os pontos de memória no Rio Grande do Sul. Coordenadora geral do Museu Comunitário da Lomba do Pinheiro, apresentou um dos projetos levados a cabo: Patrimônio Inventariado e Itinerários Culturais da Lomba do Pinheiro.

Em um mapa, foram relacionados 26 vilas e comunidades como forma de “aproximação da comunidade ao patrimônio da região”, que se integra a uma proposta de turismo comunitário – chamada de Lombatur. Assista o programa Conhecendo Museus sobre a Lomba do Pinheiro e saiba mais sobre a iniciativa.

Texto e foto: Ascom/Ibram