Conexões Goiás discute preservação e proteção do patrimônio e da memória

“Ainda há muito a ser feito no que tange a proteção do patrimônio no Brasil”, disse Jacqueline Assis, da Coordenação de Patrimônio Museológico do Ibram, no segundo e último dia do projeto Conexões Ibram Goiás.

Ela apresentou o tema Gestão de riscos ao patrimônio musealizado e citou os principais agentes de risco com exemplos de situações críticas ocorridas nos últimos anos. Foram mencionados o roubo de obras no Museu Chácara no Céu e na Estação Pinaconteca, o incêndio em Rio Claro, o terremoto no Haiti e a inundação na casa de Hélio Oititica.

Jacqueline destacou, ainda, que o Ibram estimula os museus a estreitarem contato com diversas instituições, como Corpo de Bombeiros e as policias estaduais, visando o treinamento dos funcionários dos museus. “É importante a conscientização de todos que trabalham nos museus para que situações de risco sejam evitadas”, apontou.

Memória social
O museólogo e arte educador Valdemar de Assis apresentou o programa Pontos de Memória, que atende às comunidades  preocupadas e interessadas em preservar suas memórias e identidades aos presentes ao Conexões Goiás. 

Os Pontos de Memória são iniciativas de memória desenvolvidas por diversos grupos sociais, pautadas na gestão participativa e no vinculo com a comunidade local. Hoje existem 154 pontos de memória mapeados no Brasil. “É a comunidade que conta sua própria história. O Ibram fornece ferramentas que vão ajudar nesse processo, mas não interfere nas ações”, exmplicou ele.

O Ibram apoia essas iniciativas de memória desde sua criação, mas, em 2011, com a criação do Prêmio Pontos de Memória, o programa ampliou suas proporções (saiba mais).  

Texto: Ascom/Ibram

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