Projeto de museu local de arqueologia movimentou Conexões Ibram em Campina Grande

O sitio arqueológico de Pilões, cidade de 7 mil habitantes no brejo paraibano (117 km de João Pessoa), foi descoberto em 2009, quando foram encontradas 57 estruturas funerárias indígenas, cuja datação mais precisa indica terem cerca de 400 anos.

Essas urnas, após processo de reconstituição realizado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), serão o cerne do futuro Museu de Arqueologia de Pilões  – apresentado ontem (6) durante o projeto Conexões Ibram em Campina Grande (PB).

O projeto conta com a realização do Instituto do Patrimônio HIstórico e Artístico Nacional na Paraíba (Iphan PB),  apoio do Instituto Brasileiro de Museus, patrocínio da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) e Grupo Energisa.

“Os Aratu são um viés da família tupi-guarani. Enterravam os entes e depois os desenterravam: não se sabe o que era feito com os ossos”, explicou Alvaro Moreira (esq.), técnico da Chesf que acompanha o projeto, sobre a origem das urnas encontradas.

Envolvimento local
O museu vai ocupar o antigo mercado municipal da cidade de Pilões. “O objetivo é qualificar a área. O projeto respeita a estrutura do prédio, a acessibilidade e o entorno”, diz Atila Tolentino (ao microfone), funcionário do Iphan PB à frente do projeto.

O trabalho de educação patrimonial junto à comunidade, afim de envolver a cidade no projeto, levou ao Conexões Ibram várias cidadãos de Pilões que acompanharam a apresentação e deram depoimentos sobre a importância do museu para a cidade.

Ainda deve haver licitação por parte da Chesf para a execucação do projeto arquitetônico, de exposição e luminotécnico. O recurso está garantido por meio de Termo de Compromisso firmado entre Chesf e Iphan PB.

O projeto Conexões Ibram encerrou-se hoje (7) no Museu de Assis Chateubriand (MAC-UEPB), com a realização de Grupo de Trabalho em torno da criação do sistema estadual de museus paraibanos. Minuta de documento será entregue ao governo estadual nos próximos dias.

Texto e foto: Ascom-Ibram

Pontos de Memória, fomento e finaciamento aos museus no último dia de palestras na PB

Ontem (6), foi o último dia de palestras do projeto Conexões Ibram em Campina Grande (PB), que se encerra hoje (7) com a realização de Grupo de Trabalho (GT) sobre a criação do Sistema Estadual de Museus da Paraíba.

Rafaela Felício, técnica em Assuntos Culturais do Ibram, apresentou o tema Gestão de Riscos aos Patrimônio Musealizado. A questão principal gira em torno dos riscos mais comuns ao patrimônio de museus e os meios de mitigá-los.

Esta semana, o Ibram lançou seu Programa de Serviço Voluntariado, que visa envolver as comunidades em torno da proteção aos acervos museais. Saiba mais sobre o programa.

Outro tema da manhã foi o programa Pontos de Memória, que tem como proposta envolver a comunidade no fortalecimento da memória social por meio de um modelo de gestão participativa – implantado pelo Ibram em 2009, com apoio de outras entidades governamentais.

Para Felipe Evangelista (foto), técnico em Assuntos Culturais do Ibram, a intenção atual é aumentar as conexões do projeto com outras ações do Ministério da Cultura (MinC), como Pontos de Cultura e de Leitura, que têm bases similiares, ou seja, partem de iniciativas da comunidade.

“A memória não é consensual sobre quais histórias devem ser contadas. Por isso a participação da comunidade é importante pra não registrar apenas um determinado aspecto”, salienta Evangelista.

À tarde, após serem apresentadas as atuais estratégias de fomento e financiamento para museus brasileiros, como a Lei de Incentivo à Cultura e os editais do Programa de Fomento aos Museus Ibram 2012,  aconteceu a apresentação do projeto do Museu de Arqueologia de Pilões.

Texto e foto: Ascom-Ibram

Projeto de Niemeyer para museu em Campina Grande homenageia cultura popular

A equipe do Conexões Ibram, que está em Campina Grande (PB) para a última edição do projeto em 2012, visitou ontem (5), o futuro Museu da Arte Popular (MAP) – cujo projeto arquitetônico é de Oscar Niemeyer, falecido nesse mesmo dia, aos 104 anos.

Ainda sem previsão para abertura ao público, a visita técnica foi guiada por Silvia Cunha Lima, assessora técnica do governo estadual, que também esteve envolvida com o novo Museu de Arte Assis Chateaubriand (MAC).

Ela explicou que Niemeyer buscou sua inspiração na forma do pandeiro e que o museu exporá um acervo que valoriza a cultura popular paraibana. Um dos eixos serão os cordéis e a xilogravura.

O acervo de cordéis pertence à Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), entidade responsável pela gestão do museu, e integra a Biblioteca de Obras Raras Átila Almeida – que conta hoje com cerca de 10 mil títulos e está disponível em formato digital.

Já a xilogravura será representada pela obra do paraibano José da Costa Leite, cujo trabalho ilustra cordéis há várias décadas e tem ganho atenção enquanto arte popular.

Uma curadoria em torno da produção artesanal do estado, já reconhecido por meio do programa Paraíba em suas mãos e a Casa do Artista Popular, ocupará um dos três ‘pandeiros’. Por fim, uma homenagem ao cantor e compositor Jackson do Pandeiro (1919-1982), onde serão expostos instrumentos e outros objetos ligados ao artista – atualmente sob os cuidados do MAC-UEPB.

Texto e fotos: Ascom-Ibram