Pontos de Memória e Fomento a Museus em pauta no segundo dia do Conexões Ibram Sergipe

“Existem com certeza milhares de pontos de memória em Sergipe. Eles apenas não sabem disso ainda”. A fala do museólogo Valdemar Assis, do Departamento de Processos Museais do Ibram (DPMUS), abriu o segundo e último dia do projeto Conexões Ibram em Sergipe.

O direito à memória esteve no centro da apresentação, que mostrou ao público presente ao auditório do Museu da Gente Sergipana, em Aracaju (SE), os princípios, método e instrumentos oferecidos pelo programa Pontos de Memória, voltado para a reconstrução e fortalecimento da memória de grupos e comunidades.

Durante a exposição, foram apresentadas experiências de pontos de memória – atualmente já são 163 pontos no Brasil e 15 no exterior. Foram expostas ainda as etapas necessárias à criação de um ponto de memória.  Valdemar Assis lembrou que o primeiro passo é mapear potenciais grupos e comunidades.

“A gente sabe que Sergipe tem inúmeras expressões ligadas ao mar, às culturas indígenas, à matriz afro-brasileira e outras, que merecem ter assegurado seu direito à memória e possuir seus espaços de memória”, disse o representante do Ibram.

O museólogo sublinhou que a proposta do programa é trabalhar com estes grupos a memória de forma viva e dinâmica, como ferramenta de transformação e dignidade social, fortalecendo as tradições locais, a identidade e os laços de pertencimento, além da valorização do potencial local, a impulsão do turismo e da economia local, o desenvolvimento sustentável, a melhoria da localidade de vida e a inclusão. Lembrou que a gestão dos pontos é comunitária e os governos e prefeituras são parceiros estratégicos no mapeamento, acompanhamento e oferta de logística e infraestrutura.

Na sequência, os profissionais de museus, gestores, estudantes de Museologia e militantes do campo museal presentes ao evento acompanharam a apresentação da museóloga Rafaela Almeida, do Departamento de Difusão, Fomento e Economia de Museus (DDFEM) do Ibram, sobre o tema “Estratégias de Fomento e Financiamento aos Museus”. A fala apresentou os instrumentos econômicos oferecidos pelo Ibram para o incremento e sustentabilidade do setor museal brasileiro, destacando os diversos editais do Programa Ibram de Fomento 2012.

Como parte das oportunidades que integram o programa, foi lançado no último dia 19 o Prêmio Pontos de Memória 2012, que vai premiar 60 iniciativas, sendo 50 no Brasil (prêmio de R$ 30 mil cada) e 10 no exterior (com prêmios de R$ 50 mil). Saiba mais aqui.

GTs apresentam propostas para o setor museal do RJ

Após dois dias de apresentações e debates sobre alguns dos principais instrumentos de gestão oferecidos pelo Ibram ao campo museal brasileiro, em diálogo com a realidade local, o terceiro e último dia de Conexões Ibram Rio de Janeiro foi dedicado à discussão de agendas prioritárias para o setor museal fluminense em Grupos de Trabalho.

Durante toda a manhã e tarde, foram debatidos os temas Plano Estadual Setorial de Museus, Legado Cultural, iMuseus, Estatuto dos Museus e Estratégias de Fomento e Financiamento aos Museus.

Dividido em Grupos de Trabalho, o público presente, composto por profissionais e gestores da área, elaborou propostas com base nas palestras apresentadas e nas ações contempladas no Termo de Cooperação, assinado entre Ibram e Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, na quarta-feira (26).

“A ideia é estabelecer uma agenda de trabalho de curto e médio prazo entre atores do estado e o Ibram”, explica a coordenadora de Produção e Análise da Informação do Ibram, Mayra Resende.

A programação do Conexões Ibram Rio de Janeiro foi encerrada com apresentação do Quinteto de Jazz do Corpo de Bombeiros.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Caru Ribeiro -SEC-RJ

GT’s temáticos encerram o Conexões Rondônia

O último dia do Conexões Ibram Rondônia foi de discussão acerca dos temas Pontos de Memória, Fomento e Financiamento e Patrimônio Musealizado em Risco. Os grupos traçaram planos de trabalho para o fortalecimento do campo museal em Rondônia.

Adna Teixeira trabalhou os sistemas Siconv e SalicWeb e deu uma explicação geral sobre como cadastrar projetos nos sistemas. Tais Valente falou sobre Patrimônio Musealizado em Risco e atraiu, principalmente, estudantes de arquitetura e arqueologia do estado.

Representantes da sociedade civil, de grupos de capoeira e de instituições museais em Rondônia participaram do GT sobre Pontos de Memória, coordenado por Valdemar de Assis Lima. “O estado tem muitas comunidades indígenas, quilombolas e muita história, um grande potencial para os Pontos”, enfatizou Lima.

Os participantes do encontro saíram satisfeitos e com a expectativa de que o setor museal se desenvolva  a cada dia em Rondônia. “Foi um prazer receber o Ibram aqui e temos certeza que este foi o primeiro passo para uma parceria de sucesso entre o estado e o Ibram”, disse Nazaré da Silva, coordenadora do Cedoc/Biblioteca da Secretaria dos Esportes, da Cultura e do Lazer de Rondônia.