Três temas foram debatidos durante o 2º dia do Conexões Rondônia

O segundo dia do Conexões Ibram Rondônia começou com o tema Gestão de Riscos ao Patrimônio Musealizado, apresentado pela arquiteta Rafaela Felício (Ibram/MinC).

Felício destacou os principais riscos ao patrimônio por região, mapeados pelo Ibram com base em notícias veiculadas na imprensa; as ações de prevenção que as instituições devem tomar; a importância de um plano de gestão de riscos e de um programa de voluntariado.

Diante de questionamentos do público presente sobre como fazer reparos em pisos de edificações tombadas pelo Iphan, a arquiteta lembrou que no caso dessas construções, qualquer reforma deve ser autorizada pelo órgão.

Em seguida, Valdemar de Assis Lima, museólogo do Ibram/MinC falou sobre o Programa Pontos de Memória. Ele começou sua apresentação exibindo um vídeo sobre o tema, que emocionou os presentes e, em seguida, contextualizou o explicou em que consiste o Pontos de Memória.

Lima enfatizou que a pretensão é que o Pontos de Memória deixe de ser um programa e torne-se uma política pública, “A gente entende que o estado deve assegurar que o direito à memória seja democratizado”. Essa política público de direito à memória está sendo construída com os estados e municípios a partir do Conexões Ibram.

Para finalizar a apresentação dos temas, Adna Teixeira, da Coordenação de Fomento e Financiamento do Ibram falou sobre as formas de fomento e financiamento aos museus.

Ela explicou da importância do setor se articular junto aos deputados, para que estes proponham emendas parlamentares para a área dos museus. “É importante que as emendas sejam destacadas para o setor, que o deputado indique a instituição beneficiada”.

Teixeira também mostrou outras formas de atuação do Ibram, como o Programa de Fomento e Financiamento, que, em 2011, lançou dez editais e prêmios. Em 2012, foram lançados dois prêmios e há previsão de outros lançamentos.

Sobre a assinatura do acordo de cooperação, Adna Teixeira ressaltou que nele não há transferência de recursos, mas, a partir dele, já podem ser pensadas ações em conjunto. “A gente não vem aqui construir, mas a gente pode ser um parceiro nessa construção”.

Pequenos museus pedem capacitação para cuidar de patrimônio em risco

Em palestra que abriu o segundo dia do Conexões Ibram em Alagoas, a museóloga Luciana Silva, do Instituto Brasileiro de Museus, falou sobre o patrimônio cultural em risco e a integração de ações públicas que explicitam os principais agentes danosos ao patrimônio museal.

Ela apresentou propostas de um plano de ação para a segurança e preservação do acervo e reforçou a importância de comunicar o desaparecimento de obras preenchendo o Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos (CBMD/Ibram).

No debate sobre o tema, Júlio Cesar Chaves, museólogo do Museu Théo Brandão, enfatizou que os pequenos museus precisam de capacitação para esse tipo de especialidade. “O Ibram poderia criar uma cartilha básica de segurança e risco de baixo custo para os pequenos museus”, sugeriu.

O Ibram está desenvolvendo um cadastro de voluntários que serão preparados para enfrentar situações que colocam o patrimônio musealizado em risco. Em julho, o Rio de Janeiro sediará reunião com especialistas nesse tema para discutir um marco legal internacional que auxiliará na construção de políticas públicas e ações a serem adotadas pelos países para minimizar esses riscos.

Texto: Ascom/Ibram

Políticas públicas e proteção ao patrimônio de museus movimentaram Conexões Ibram no ES

No primeiro dia do Conexões Ibram em Vitória (ES), o tema Estatísticas e Números foi abordado com a apresentação de parte dos dados compilados pelo Ibram/MinC na publicação Museus em Números. O trabalho faz parte do projeto iMuseus – construção de rede de informações do setor museal.

A legislação e políticas públicas para a área Museus, por sua vez, foi tratada nas discussões do Plano Nacional Setorial de Museus (PNSM) e do Estatuto de Museus. Em ambas, houve grande participação do público – formado por representantes de museus, acervos, bibliotecas e instituições de ensino.

A palestra em torno da proteção ao patrimônio musealizado em risco fechou o dia de ontem (26). Riscos, plano de gestão, segurança e planejamento foram alguns dos assuntos abordados. Para Cícero Almeida (foto), coordenador de Patrimônio Museólogico do Ibram, a maioria das instituições não denucia roubos e furtos de acervo por receio de mostrar fragilidade na administração. “Mas como disse Machado de Assis: a ocasião faz o furto, e é essencial haver um planejamento de segurança nos museus”, comparou.

O instituto sugere ainda a criação de uma base de dados de voluntários para salvamento de obras museais em situações de emergência e a importância de todos os museus cadastrarem suas obras desaparecidas na base de dados nacional criada pelo Ibram já disponível no site da instituição.

O evento Conexões segue hoje (27) com palestras sobre o programa Pontos de Memória e de Estratégias de fomento e Financiamento para Museus. Haverá ainda reunião de Grupos de Trabalho (GTs) sobre os temas abordados nos dois dias do encontro.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Joaquim Oliveira