“minimizar riscos não é apenas apagar incêndios”, diz técnica do Ibram sobre patrimônio musealizado

No dia 19, segundo dia de atividades do Conexões Ibram em Natal, a chefe de divisão de Preservação e Segurança do Ibram, Jacqueline Assis, abriu o encontro falando sobre gestão de riscos ao patrimônio musealizado, ressaltando que “minimizar riscos” não é apenas “apagar incêndios”: “são cuidados no dia-a-dia. A maneira como é guardada e transportada as obras, por exemplo”, citou. 

Assis apresentou ao público dados sobre as principais causas de danos ao patrimônio musealizado e o conceito de Risco, bem como medidas que podem ajudar a mitigá-lo. Ela também lembrou a importância de se fazer um inventário do acervo, com informações completas e imagens. “Se a obra desaparecer esses registros vão ajudar a orientar a busca”, disse Jacqueline Assis.

A segunda palestra do dia (foto) tratou do programa Pontos de Memória. A coordenadora de Museologia Social do Ibram, Marcelle Pereira, explicou a importância de se garantir o direito à memória de forma democrática. “Nos Pontos de Memória é a comunidade que dita as regras”, disse.

O objetivo dos pontos de memória é reconstruir e fortalecer a memória social e coletiva de grupos sociais trabalhando a memória de forma viva e dinâmica como ferramenta de transformação e dignidade social.

O Ibram incentiva a participação e a primazia comunitária nos Pontos de Memória e, para facilitar o processo, oferece o apoio técnico e oficinas de qualificação, além de promover a articulação em rede e representar a chancela do Ministério da Cultura (MinC) à iniciativa.

Texto e foto: Ascom/Ibram