Apresentação de Grupos de Trabalho encerra Projeto Conexões Ibram no Piauí

Articulação e protagonismo. As duas palavras-chave resumem o legado deixado pelo projeto Conexões Ibram em sua passagem pelo Piauí, encerrada agora há pouco no Museu do Piauí – Casa de Odilon Nunes, em Teresina.

Durante dois dias de encontro, foram apresentados e debatidos algumas das principais políticas e programas que o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) oferece ao setor. Programa iMuseus, Plano Nacional Setorial de Museus, Estatuto de Museus, Patrimônio Museológico em Risco, Pontos de Memória e Estratégias de fomento e financiamento para museus foram os temas das palestras, ministradas por um grupo multidisciplinar de profissionais do Ibram.

Na última etapa do evento, na tarde desta quinta-feira, três Grupos de Trabalho discutiram os temas apresentados e traçaram planos de trabalho para o fortalecimento do campo museal no Piauí, que foram apresentados no encontro final do evento.

A necessidade de ampliar o Sistema Estadual de Museus, incrementar as ações de proteção do patrimônio em risco e de um maior protagonismo do setor no que se refere à busca de fontes de financiamento foram pontos destacados.

A próxima parada do Projeto Conexões Ibram será Alagoas. O encontro acontece nos dias 24 e 25 de maio no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa), em Maceió.

Programa iMuseus: informação de qualidade sobre os museus brasileiros

Na manhã de abertura do Conexões Ibram em Salvador, a Coordenadora Geral de Sistema de Informações Museais do Ibram, Rose Moreira de Miranda, abriu a mesa sobre o Programa iMuseus destacando que “Informações de qualidade sobre os museus são fundamentais para subsidiar a construção de melhores políticas públicas e adensar o conhecimento sobre o campo”.

Ela explicou que o Cadastro Nacional de Museus, criado em 2006, tem o intuito de abarcar, em um único instrumento de coleta, toda a diversidade dos espaços museais brasileiros.

Quem participou da mesa teve a oportunidade de conhecer um panorama dos museus do país. Rose explicou que há uma distribuição desigual dos museus no país, que acompanha uma lógica social e econômica de ocupação do território. “Nesse sentido, percebemos um ‘vazio museal’ no Centro-Oeste, por exemplo” comentou.

Ela também abordou alguns desafios que ainda precisam ser enfrentados. “No que diz respeito à adaptação dos espaços a outros públicos, como deficientes e turistas estrangeiros, ainda precisamos caminhar muito. Outro dado preocupante é o fato de que só 22% dos museus conta com orçamento anual para execução de atividades”, concluiu.

Texto: Ascom/Dimus
Edição: Ascom/Ibram