GT’s temáticos encerram o Conexões Rondônia

O último dia do Conexões Ibram Rondônia foi de discussão acerca dos temas Pontos de Memória, Fomento e Financiamento e Patrimônio Musealizado em Risco. Os grupos traçaram planos de trabalho para o fortalecimento do campo museal em Rondônia.

Adna Teixeira trabalhou os sistemas Siconv e SalicWeb e deu uma explicação geral sobre como cadastrar projetos nos sistemas. Tais Valente falou sobre Patrimônio Musealizado em Risco e atraiu, principalmente, estudantes de arquitetura e arqueologia do estado.

Representantes da sociedade civil, de grupos de capoeira e de instituições museais em Rondônia participaram do GT sobre Pontos de Memória, coordenado por Valdemar de Assis Lima. “O estado tem muitas comunidades indígenas, quilombolas e muita história, um grande potencial para os Pontos”, enfatizou Lima.

Os participantes do encontro saíram satisfeitos e com a expectativa de que o setor museal se desenvolva  a cada dia em Rondônia. “Foi um prazer receber o Ibram aqui e temos certeza que este foi o primeiro passo para uma parceria de sucesso entre o estado e o Ibram”, disse Nazaré da Silva, coordenadora do Cedoc/Biblioteca da Secretaria dos Esportes, da Cultura e do Lazer de Rondônia.

 

Três temas foram debatidos durante o 2º dia do Conexões Rondônia

O segundo dia do Conexões Ibram Rondônia começou com o tema Gestão de Riscos ao Patrimônio Musealizado, apresentado pela arquiteta Rafaela Felício (Ibram/MinC).

Felício destacou os principais riscos ao patrimônio por região, mapeados pelo Ibram com base em notícias veiculadas na imprensa; as ações de prevenção que as instituições devem tomar; a importância de um plano de gestão de riscos e de um programa de voluntariado.

Diante de questionamentos do público presente sobre como fazer reparos em pisos de edificações tombadas pelo Iphan, a arquiteta lembrou que no caso dessas construções, qualquer reforma deve ser autorizada pelo órgão.

Em seguida, Valdemar de Assis Lima, museólogo do Ibram/MinC falou sobre o Programa Pontos de Memória. Ele começou sua apresentação exibindo um vídeo sobre o tema, que emocionou os presentes e, em seguida, contextualizou o explicou em que consiste o Pontos de Memória.

Lima enfatizou que a pretensão é que o Pontos de Memória deixe de ser um programa e torne-se uma política pública, “A gente entende que o estado deve assegurar que o direito à memória seja democratizado”. Essa política público de direito à memória está sendo construída com os estados e municípios a partir do Conexões Ibram.

Para finalizar a apresentação dos temas, Adna Teixeira, da Coordenação de Fomento e Financiamento do Ibram falou sobre as formas de fomento e financiamento aos museus.

Ela explicou da importância do setor se articular junto aos deputados, para que estes proponham emendas parlamentares para a área dos museus. “É importante que as emendas sejam destacadas para o setor, que o deputado indique a instituição beneficiada”.

Teixeira também mostrou outras formas de atuação do Ibram, como o Programa de Fomento e Financiamento, que, em 2011, lançou dez editais e prêmios. Em 2012, foram lançados dois prêmios e há previsão de outros lançamentos.

Sobre a assinatura do acordo de cooperação, Adna Teixeira ressaltou que nele não há transferência de recursos, mas, a partir dele, já podem ser pensadas ações em conjunto. “A gente não vem aqui construir, mas a gente pode ser um parceiro nessa construção”.

Patrimônio musealizado e museologia social: duas faces da memória no RS

“Os museus guardam símbolos de nossa memória, por isso é grande o compromisso com a preservação dos acervos musealizados”, afirmou Luciana Palmeira, museóloga do Ibram, durante palestra hoje (22) sobre riscos ao patrimônio de museus, em Porto Alegre (RS), durante segundo dia do do Conexões Ibram.

Foi apresentando um panorama dos 10 principais riscos ao patrimônio musealizado brasileiro, a partir de levantamento do Departamento de Processos Museais (DPMUS/Ibram), e as formas da instituição se precaver ou minimizar possíveis danos.

Já Andrea Bachettini, do departamento de Museologia, Restauro e Conservação da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), apresentou a proposta do Comitê Regional do Escudo Azul RS – programa internacional em torno da salvaguarda e proteção de bens culturais, presente no Brasil e em diversos países.

Memórias das identidades
A segunda mesa tratou do programa Pontos de Memória, que reconhece e premia iniciativas em torno de propostas que dialogam com a museologia social. Atualmente, o Ibram tem mapeados mais de 150 pontos de memória no Brasil, tanto incentivados pelo programa do Ibram quanto outras iniciativas.

Segundo Marcelle Pereira (foto), coordenadora de Museologia Social e Educação do Ibram, os pontos de memória são “museus comunitários, ecomuseus, iniciativas de memória ligadas a matrizes culturais, que possuem vínculo comunitário, e não se sintam contemplados com a ‘narrativa histórica’ de museus ditos tradicionais”, conceitua.

A historiadora Claudia Feijó contextualizou os pontos de memória no Rio Grande do Sul. Coordenadora geral do Museu Comunitário da Lomba do Pinheiro, apresentou um dos projetos levados a cabo: Patrimônio Inventariado e Itinerários Culturais da Lomba do Pinheiro.

Em um mapa, foram relacionados 26 vilas e comunidades como forma de “aproximação da comunidade ao patrimônio da região”, que se integra a uma proposta de turismo comunitário – chamada de Lombatur. Assista o programa Conhecendo Museus sobre a Lomba do Pinheiro e saiba mais sobre a iniciativa.

Texto e foto: Ascom/Ibram