Rio discute legado dos megaeventos esportivos para o setor de museus

Que desafio e legado os megaeventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos – Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 – podem trazer para o setor museal? A última palestra do Conexões Ibram Rio de Janeiro, no final da tarde desta quinta-feira (27) colocou o tema em discussão.

A apresentação de Patrícia Albernaz, da Coordenação de Difusão e Desenvolvimento de Parcerias do Ibram, abordou o desafio de estabelecer um diferencial de serviços para o público que visitará o Brasil durante os dois megaeventos, que diz respeito à área da cultura de forma especial.

“O setor cultural tem uma tarefa importante no sentido de mostrar nossa tradição, história, identidade e contribuir para uma visão positiva do Brasil no imaginário daqueles que acompanharão os jogos no Brasil e no exterior. É preciso traduzir a diversidade brasileira, e os museus são espaços de excelência para isso”, disse.

Albernaz destacou que tais desafios são maiores para a cidade do Rio de Janeiro. Lembrou ainda que a Copa do Mundo e as Olimpíadas representam uma oportunidade para que o setor de museus alcance outro patamar de investimentos e um diálogo mais estreito com o setor de Turismo, que traria benefícios para os dois setores.

A programação vespertina do segundo dia de Conexões Ibram Rio de Janeiro foi aberta com palestra de Adna Teixeira, da Coordenação de Fomento e Financiamento do Ibram. Na oportunidade, foram feitos esclarecimentos sobre os mecanismos oferecidos pelo Ibram para o fomento e financiamento de projetos no setor museal.

O público presente participou de forma intensa do debate tirando dúvidas e fazendo críticas e sugestões ao modelo de financiamento da área. A expectativa é de que o tema continue a ser discutido entre a Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro (SEC-RJ) e o Ibram no âmbito do Acordo de Cooperação firmado nesta quarta-feira (26), na abertura do evento.

Pela manhã, o público assistiu a falas sobre Gestão de Riscos ao Patrimônio Musealizado Brasileiro e Pontos de Memória.

A programação do Conexões Ibram Rio de Janeiro segue nesta sexta-feira (28) com reuniões e apresentações abertas de Grupos de Trabalho (GTs) sobre Plano Estadual Setorial de Museus, Legado Cultural, iMuseus, Estatuto dos Museus e Estratégias de Fomento e Financiamento aos Museus.

Palestra sobre Patrimônio em Risco abre 2º dia de Conexões Ibram Rio

Com fala do diretor do Departamento de Processos Museais do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) Cícero de Almeida, o segundo dia de Conexões Ibram no Rio de Janeiro começou com debate sobre um tema caro ao estado, que possui 254 museus e abriga uma dos mais significativos conjuntos de bens culturais musealizados do país.

Ao falar sobre a “Gestão de Riscos ao Patrimônio Musealizado Brasileiro”, o museólogo e diretor do Ibram destacou a necessidade de uma política indutora de segurança para o setor museal, que vem sendo amadurecida desde a criação da Política Nacional de Museus, em 2003.

A palestra suscitou discussão entre o público que compareceu ao Museu Histórico do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, composto por profissionais da área museal das esferas municipal, estadual e federal, além de estudantes, professores e representantes de Pontos de Memória.

“Antes de toda a dificuldade técnica para o estabelecimento de políticas de segurança nos museus, há uma dificuldade comportamental”, explicou o diretor do Departamento de Processos Museais do Ibram. “Nossa proposta é trabalhar com uma noção mais ampla de segurança, lidando com planejamento para antever riscos. Ao mesmo tempo, o ideal é que a segurança seja um tema invisivel para quem visita o museu, que não interfira no acesso e fruição do acervo“.

A programação do segundo dia de Conexões Ibram no Rio de Janeiro prossegue com mesa sobre o programa Pontos de Memória. Acompanhe.